Cortinas são peças-chave para conferir elegância à decoração dos espaços. Além de sua beleza, esses acessórios decorativos desempenham um papel prático, proporcionando o controle da entrada de luz. Nesse cenário, o cortineiro entra em cena, adicionando dando um acabamento refinado e disfarçando imperfeições com charme. Mas, você está por dentro dos tipos de cortineiros e as características da instalação? Veja a seguir!

Para que serve os cortineiros?

No universo das cortinas e persianas, o trilho já foi o queridinho, tornando o cortineiro uma escolha comum para dar aquele toque elegante à decoração, fazendo o papel de “esconder” os trilhos. Com a chegada das cortinas de varão, que são feitas para ficar à vista, muitos pensaram que os cortineiros perderiam sua importância, uma vez que há diversos estipos e cores de varões, justamente para serem a estrela do toque final.

No entanto, a resposta é não: os cortineiros continuam sendo uma importante peça para um acabamento refinado, escondendo até os pequenos detalhes indesejados que não precisam aparecer. Feitos geralmente de gesso, drywall ou madeira, eles são instalados acima da janela ou ao longo da parede próxima à ela. Além de sua função prática, suas características específicas o destacam nos projetos de arquitetura de interiores.

As arquitetas Vanessa Paiva e Cláudia Passarini, sócias do escritório Paiva e Passarini Arquitetura, são adeptas dos cortineiros e os empregam regularmente em seus projetos, pois consideram que eles não apenas realçam o ambiente, mas também conferem economia, devido à simplicidade da instalação. Segundo elas, trata-se de uma opção vantajosa para aqueles que desejam evitar o uso de varões ou ilhós, buscando um efeito mais sutil na disposição das cortinas. 

Quais os tipos de cortineiros?

1. Embutido

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Esse tipo de estrutura é projetada de forma a ocultar o trilho ou mecanismo de movimentação dos tecidos entre o rebaixo do gesso e a parede, proporcionando uma estética mais limpa e integrada ao ambiente. 

Ao contrário de cortineiros convencionais, nos quais o trilho e os mecanismos ficam aparentes, o cortineiro embutido busca criar a ilusão de que a cortina emerge diretamente do teto, conferindo um visual mais elegante. Para realizá-lo, as arquitetas apontam que é importante a construção do cortineiro embutido antes da realização do fechamento horizontal. “Se a ordem for alterada, o trabalho se torna um pouco mais complexo e corre-se o risco de termos um visual comprometido”, orienta Vanessa.

2. Sobreposto

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O cortineiro sobreposto é um elemento arquitetônico instalado sobre o forro já finalizado. Em termos de materiais, embora seja possível confeccionar o cortineiro sobreposto em gesso, é comum a sua instalação em marcenaria. A madeira é frequentemente escolhida devido à sua beleza natural e à capacidade de proporcionar uma sensação acolhedora aos espaços. 

Além disso, a maleabilidade da madeira facilita a moldagem do cortineiro, permitindo a criação de designs personalizados que se harmonizem com o estilo do ambiente. Vale ressaltar que a escolha entre gesso e marcenaria deve ser cuidadosamente considerada, levando em conta as necessidades específicas do local, bem como o orçamento disponível. 

3. Iluminado

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O cortineiro iluminado é uma solução arquitetônica que combina a função prática de sustentar cortinas ou persianas com a incorporação de iluminação embutida, contribuindo para a criação de uma atmosfera aconchegante e esteticamente agradável.

Existem diferentes formas de implementar o cortineiro iluminado. Uma delas é integrar fitas de LED ao longo do cortineiro, proporcionando uma iluminação suave e difusa. 

O cortineiro iluminado é frequentemente utilizado em espaços como salas de estar, quartos e ambientes de entretenimento, onde a iluminação indireta pode contribuir para um clima mais relaxante e aconchegante. Ao incorporar iluminação ao cortineiro, é importante considerar a qualidade da luz, o controle de intensidade e a integração com outros sistemas de iluminação no ambiente. 

Quais as medidas ideais do cortineiro?

Na análise da profundidade do cortineiro, diversos fatores entram em jogo, como o tipo de tecido, o modelo da cortina e os trilhos utilizados. No caso dos cortineiros projetados para cortinas de tecido, é fundamental considerar dois aspectos: a extensão da cortina, que, ao ser recolhida, pode gerar um volume significativo, e o tipo de trilho, simples ou duplo (no caso de cortinas com forro), demandando diferentes espaços.

O ideal é a reserva de, no mínimo, 20 cm de espaço entre a janela e o cortineiro para cortinas de tecido simples. Para cortinas mais robustas ou com trilho duplo, sugere-se um espaço aproximado de 30 cm. Quanto às laterais, 20 cm de cada lado são considerados adequados para cortinas de tecido, proporcionando facilidade na manipulação.

No caso de persianas horizontais ou cortinas do tipo rolô, o espaço recomendado entre a janela e o cortineiro é de 15 cm, enquanto nas laterais, a margem de 15 cm de cada lado contribui para uma instalação eficiente. Essas considerações garantem uma solução prática e esteticamente harmoniosa para o ambiente.